Lacrevoyan Crosso

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Bio:

Essa história começa com uma união pouco comum para a atual região de Sanq, fruto do amor de Pierre Chantcur, um artesão da região de Charfontaine, e Bianca Crosso, uma madre da Trindade, originária de Vecchio.

Apesar do menor contato entre as regiões depois da morte do Bom Rei Jordan, Bianca Crosso acreditava que a Trindade unia a todos pela fé comum e que isso deveria ser fortalecido. Então, ela decidiu viajar por Sanq, para avaliar como a crença era feita nos diferentes locais e ajudando a fortalecer o credo da Trindade neles.

Em uma dessas viagens, ela foi para Charfontaine, onde por um acaso ou destino um homem chamado Pierre Chantcur roubou parte de seu coração que pertencia a Trindade, eles se casaram e Bianca se estabeleceu como madre em uma igreja da região. Esse homem era um artesão habilidoso de Charfontaine que trabalhava como funileiro, que também era um pesquisador, estudando campos da alquimia e herbalismo. Sua curiosidade infindável fez com que ele atentasse para os desenvolvimentos tecnológicos que estavam ocorrendo em Apófis.

Quando os rumores do desenvolvimento de novos armamentos que prometiam revolucionar o mundo chegaram de Apófis, Pierre não conseguiu se segurar e convenceu sua mulher a se mudarem para a região. Lá, se juntou a guilda de comerciantes para confeccionar as primeiras armas de fogo, nessa mesma época Bianca descobriu que estava grávida.

O filho do casal nasceu no mesmo dia que a primeira arma de fogo foi produzida, um acordo entre o casal delegou a Pierre a escolha do nome da criança, mas em compensação seu sobrenome viria de sua mãe então o filho deles se chamou Lacrevoyan Crosso.
Lacrevoyan Crosso cresceu sendo ensinado pelo pai a arte de confeccionar armas ele também aprendeu alquimia com ele. Além de ensinar como fazer as armas, o pai de Lacrevoyan também passou para seu filho seu desejo, que era desenvolver uma forma de produção de armas em massa. Ele acreditava que o dever de um guncraft era conseguir fazer com que todo o mundo pudesse usufruir de seu trabalho e a forma artesanal com que eram desenvolvidas as armas de fogo atualmente não permitia isso. Obviamente ele não queria que suas armas fossem inferiores em qualidade então seu paradigma era desenvolver um processo que permitisse a manufatura de armas de fogo em massa e que tivesse qualidade superior que as feitas artesanalmente.

Entretanto, as armas de fogo logo foram monopolizadas pelo exército de Apófis em um acordo com as guildas, o que ia diretamente contra o desejo de espalhar as armas de Pierre. Além disso, as divergências entre os métodos de prospecção de armas que seu pai defendia e o defendido pela guilda de comerciantes fez com que seu pai se separasse da organização para poder abraçar completamente suas ideologias. Em virtude do monopólio, o pai de Lacrevoyan caiu na ilegalidade. Volta e meia oficiais da guilda e do exército apareciam na residência da família para verificar se seu pai não estava desenvolvendo armas. Contudo, sua oficina subterrânea nunca fora descoberta e lá ele continuou o aperfeiçoamento de suas técnicas enquanto Lacrevoyan absorvia todo esse conhecimento, por vezes até ajudando seu pai com novas teorias para evoluir a um novo patamar sua arte.

Com a ajuda da alquimia, eles desenvolveram uma forma alternativa para produzir o salitre, um dos ingredientes para a produção de pólvora, já que as reservas naturais de salitre eram fortemente guardadas pelo exército. Muitas outras técnicas foram desenvolvidas, sendo escritas em um caderno de anotações que eles chamaram de “A Arte de Produzir Armas de Fogo”.

Entretanto, essa felicidade não durou muito tempo. Para avaliar suas obras e receber as respostas das pessoas sobre seus produtos, Lacrevoyan e seu pai vendiam suas armas no mercado negro da cidade. Eles tinham muito cuidado para não deixar pistas que ligassem as armas a eles, mas com o aumento do fluxo de armas ilegais na cidade, nada que eles fizessem importava: o assassinato de seu pai foi contratado, mesmo sem provas.

Pierre Chantcur foi brutalmente morto a facadas e depois degolado, sendo sua cabeça levada pelo assassino. Quando Lacrevoyan soube do caso, ligou instantaneamente o acontecido à guilda, e sua tristeza se misturou com fúria e ele jurou vingança. Esperando que os mercadores não fossem parar por aí, Lacrevoyan queimou tudo que podia na oficina subterrânea, guardando somente seu caderno de anotações, e selou a passagem subterrânea. Ele virou para sua mãe que chorava descontroladamente sobre o cadáver decapitado do marido e disse entre lágrimas:

- Mãe.. tome cuidado com a guilda.. comigo aqui.. você só estará em mais perigo..
Sua mãe olhou para ele com desespero nos olhos, mas ela nada conseguiu falar, pois Lacrevoyan saiu correndo para a instalação militar mais próxima. Com as lágrimas agora já secas, mas o rosto ainda vermelho, ele se dirigiu ao primeiro oficial que encontrou e falou:

-Eu faço armas, sei que o número de guncrafters que aceita ir a campo é pequeno e me alisto para participar da Guerra da Revanche. Com certeza vocês precisam de homens com conhecimento em armas, ainda mais pra fazer a manutenção.

O oficial demorou um tempo para digerir aquelas palavras. Quando entendeu, ele imobilizou Lacrevoyan, apreendeu seus pertences e o prendeu em uma cela. Ele ficou preso algumas horas, até um homem se aproximar de sua cela e abri-la. Lacrevoyan, que estava sentado em um canto da cela levantou a cabeça na direção do homem, e este falou com uma voz austera:

- Eu sou o capitão dessa guarnição, falaram que você disse saber fazer armas, mas não lembro de você ser um dos artesões da guilda. Esse tipo de brincadeira não é bem visto aqui no exército, ainda mais em tempos difíceis como esse, ou será que você é louco?

- Eu sei fazer armas, é verdade, sei também fazer a manutenção delas. Me dê as ferramentas que eu lhe mostro.

-Então mostre-me.

O oficial o levou a oficina de armas da guarnição, colocou-o atrás de uma mesa com diversas ferramentas e materiais e falou:

- Eu quero que você produza uma tambor e uma bala para aquela rotatória.

Apesar de não ser adepto a confecção artesanal de fazer armas de fogo durante seu aprendizado seu pai lhe ensinou também esse método. Então com um pouco de desgosto ele pegou as ferramentas e fez o que o general lhe pediu.

-Agora coloque o tambor na arma, carregue a bala e atire no alvo ao lado da porta.
Novamente ele seguiu as instruções e uma pequena explosão seguido de um som abafado foi escutado quando a bala atingiu a mosca do alvo.

-É, parece que você não estava mentindo. Normalmente você passaria um tempo na cadeia por ser uma fabricante de armas não registrado, mas como a necessidade realmente é muita amanhã de manhã você irá com um destacamento para o fronte de batalha. Porém, como pena pelos seus crimes, aproveite a noite no chão frio de uma cela.

Então, Lacrevoyan passou sua noite se revirando no chão da cela pensando: "pai, eu vou te vingar e vou provar que nossa técnica é superior. No dia seguinte ele se foi acordado pelo general novamente:

-Considero sua pena parcialmente cumprida, ela só será completamente sanada quando a guerra terminar e enquanto isso você terá que trabalhar no fronte. Eu me chamo Pole Talhard e liderarei a guarnição que vai para o fronte hoje, não tente nada estou de olho em você.

-Me chamo Lacrevoyan Crosso, farei o melhor para ser útil, só quero reconhecimento.

Pole levou Lacrevoyan até uma sala com vários homens e falou:

-Este será o guncrafter de nosso batalhão. Ele se chama Lacrevoyan Crosso, cuidem bem dele. Seu trabalho pode salvar a vida de vocês em batalha.

Lacrevoyan se juntou ao destacamento e todos fizeram uma saudação a ele. A seguir, o general explicou o trajeto que eles iriam fazer e deu as ordens finais. Lacrevoyan fez parte desse destacamento durante os 6 anos de guerra, lá ele fez amizades e acabou tendo seu trabalho reconhecido. Normalmente, ele não interagia muito com o resto do exército, mas durante a guerra ele também acabou fazendo amizades com pessoas de outros destacamentos, como o paladino Markul Dumehvir, que salvou sua vida durante um ataque noturno ao acampamento.

Durante o conflito, além de aperfeiçoar ainda mais suas técnicas como um guncrafter, Lacrevoyan treinou também suas habilidades com o uso de suas armas, o próprio Pole Talhard, que era um gunslinger, lhe ensinou as técnicas, eles ficaram bem próximos a ponto de Lacrevoyan até contar sua história a ele.

Quando a guerra já estava em seu estágio final, ele conheceu um homem interessante que possuía a alcunha de Barão de Ferro, ele era o Akilli Mellenis, décimo na linha de sucessão ao trono. O homem falou que sabia de sua história e estava disposto a ajudar. Disse também que o que a guilda fez foi imperdoável e que seus informantes na guilda descobriram que a cabeça de seu pai foi impedida de apodrecer magicamente e era mantida entre os lideres da guilda. Aquilo fez o sangue subir a cabeça de Lacrevoyan e ele falou que aceitaria qualquer coisa contanto que pudesse destruir a guilda.

Então, durante a noite, Akilli Mellenis forjou a morte de Lacrevoyan com uma grande explosão em sua tenda, fazendo parecer que algum de seus experimentos, bem conhecidos pelos companheiros de batalhão, tivesse causado a explosão.

Agora, Lacrevoyan faz parte de um grupo secreto a mando de Akilli Mellenis que faz missões para garantir que ele alcance o trono. Lacrevoyan deixou seus cabelos pretos crescerem e os pintou de vermelho para se disfarçar, além disso em seu indicador direito é possível ver um anel de ferro, o símbolo de seu novo grupo.

Lacrevoyan Crosso

D&D 5.0+; "Campanha Sem Nome N° 6" ZombieAlligator ZombieAlligator